segunda-feira, 31 de maio de 2010


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DEPRESSÃO INFANTIL
Durante muitos anos a possibilidade da depressão infantil foi muito questionada.A idéia de que as tristezas infantis são sempre leves e passageiras, ou que a criança não apresenta sentimentos de culpa intensos porque não são responsáveis por grandes coisas, torna-se cada dia mais utópica.Ainda hoje, os sentimentos das crianças são minimizados e por vezes ignorados. Admitir que as crianças possam ter tais sentimentos, vai contra os anseios dos adultos; a infância feliz é um desejo do adulto, mas que nem sempre se concretiza.Pesquisas demonstraram que as depressões infantil e adulta são iguais, embora a idade possa intervir nas características e repercussões negativas do transtorno.De acordo com o DSM-IV, para considerarmos um quadro de depressão infantil, devem existir, por pelo menos, catorze dias consecutivos os seguintes sintomas: estado de ânimo irritável ou deprimido (raiva persistente, explosão, insulto as pessoas, sentimento exagerado de frustração por coisas sem importância, tristeza, desânimo, queixas de incômodo e dores físicas); diminuição do interesse ou do prazer nas atividades (diminuição do interesse pelos gostos, perda de interesse geral, desinteresse por atividades que antes eram prazerosas, isolamento social, abandono dos hobbies e entretenimentos). Secundariamente podem ocorrer também, perda de apetite e fracasso em conseguir o aumento de peso esperado; alteração do sono (insônia e mais raramente hipersonia); alterações psicomotoras tanto agitação motora (incapacidade de permanecer sentado, esfregar as mãos, beliscar), quanto lentidão motora (fala, movimentos corporais lentos, baixo volume de voz e até mesmo mutismo); perda de energia, cansaço e fadiga (fadiga persistente sem praticar exercícios físicos, dificuldade na realização de tarefas diárias, como por exemplo demorar a se vestir pela manhã, queixando-se de que isto é exaustivo); sentimentos de inutilidade ou de culpa excessivos (avaliação negativa do próprio valor, exemplo: eu sou burro mesmo, nunca vou consegui aprender a andar de bicicleta); diminuição da capacidade de pensar, concentrar-se ou tomar decisões (facilidade para se distrair, falta de concentração e de memória, diminuição do rendimento escolar, indecisão).Ocasionalmente podem ocorrer também pensamentos de morte, idéias suicidas ou tentativas de suicídio (acredita que os outros estariam melhores sem ela morresse).É importante ressaltar que nem sempre a tristeza e outros sintomas típicos significam que a criança está deprimida, as crianças podem estar tristes ou aborrecidas com questões do dia a dia (serem contrariadas, tarefas, escola, etc), o mais importante é a observação da duração destes sentimentos e comportamentos.Em caso de dúvida, é aconselhável a procura de um profissional, tanto para o diagnóstico correto, quanto para que o prognóstico seja promissor e esta dificuldade não se arraste ao longo dos anos trazendo prejuízos à vida da criança e da família.

domingo, 30 de maio de 2010


Refexão do dia

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" A vida é bela. Basta você saber encontrar o que ela possui de bonito".