domingo, 27 de junho de 2010


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ATAQUE DE PÂNICO

O paciente com pânico avalia o perigo em fatores externos e internos, sente apreensão e crê na catástrofe iminente, e então tem mais sintomas de ansiedade, um aumento na respiração, uma interpretação errônea e catastrófica dos sintomas fisiológicos e das situações de pânico que provocam a perpetuação da interpretação catastrófica e levam a mais dificuldades.
Além disso, os indivíduos se tornam mais atentos a sintomas físicos que interpretam como evidência de desastres fisiológicos potenciais.
Quando os ataques de pânico ocorrem, as pessoas tendem a desenvolver um sistema de evitação de sintomas ou de situações em que tiveram os ataques, isto é chamado de comportamento de segurança.
Os comportamentos de segurança são definidos como evitação real de situações ou sintomas.
A fuga quando os sintomas começam e os pensamentos ou comportamentos que o paciente usa, e que ele acredita ser a única razão para não ter havido uma catástrofe é o que acaba mantendo o transtorno.
Na Terapia Cognitivo-Comportamental o paciente é ensinado a se distrair quando começar a ter as sensações físicas que tanto teme, são habilitados a desenvolver uma série de estratégias para impedir que se concentre nos sintomas e nas sensações que tem quando enfrentam uma situação que provoque ansiedade e que não possa evitar.
O tratamento dos ataques de pânico envolve reduzir a superestimação de eventos desastrosos e corrigir as interpretações catastróficas sobre sensações corporais que os pacientes desenvolvem. Os pacientes aprendem que a razão para os seus sintomas é que eles interpretam um fenômeno fisiológico normal de forma incorreta. Pode-se comparar um alarme de carro que dispara na ausência de um ladrão, ao alarme que o corpo das pessoas emitem e que são interpretados de forma incorreta.
Para os que pensam que transtorno do pânico "é frescura, maneira de chamar atenção", não é! É sim um transtorno complexo e incapacitante, por isso, diante dos primeiros sinais não hesite, procure ajuda especializada.

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